Como o vômito de baleia pode dar dinheiro?

Em dezembro de 2006, uma mulher de Nova York que ganhou de presente uma grande massa de uma substância cerosa começou a ter esperanças de que fosse o tal "ouro flutuante" do mar: vômito de baleia. Sua irmã lhe havia enviado o objeto de 1,8 kg, encontrado na praia há 50 anos, como presente de Natal. Ninguém sabia o que era aquilo, e o vômito de baleia – ou, como alguns dizem, cálculo biliar de baleia - foi sugerido como uma possibilidade. Mas identificar aquilo como vômito de baleia, ou âmbar cinzento, é uma tarefa desanimadora. Se aquilo fosse mesmo âmbar cinzento, o presente podia valer até US$ 20 mil.

 

Não. Não é ouro. É vômito!!

 

O âmbar cinzento é um ingrediente usado na fabricação de perfumes finos. Algumas pessoas descrevem seu aroma como incompreensivelmente "suave". Alguns dizem que é almiscarado, terrestre, doce, ou simplesmente indescritível. Com exceção da sua cor única, o âmbar tem uma característica que causa fixação do aroma - nos perfumes, faz com que o aroma se fixe na superfície da pele e fique por lá, ao invés de evaporar rapidamente.


O âmbar cinzento é formado nos intestinos da baleia cachalote. A baleia vomita esse âmbar porque aparentemente ela não consegue digerir. Os cientistas descobriram que os esporões da lula pisam o âmbar cinzento, levando muitas pessoas a supor que o âmbar cinzento é uma secreção que protege o trato digestivo da baleia cachalote dos arranhões daqueles esporões duros.


Quando uma baleia vomita o âmbar cinzento, no início, ele ainda é macio e tem um cheiro terrível. Alguns biólogos marinhos o comparam com esterco de vaca. Mas depois de flutuar no oceano salgado por cerca de uma década, a substância endurece até ficar cerosa e macia, uma peça geralmente redonda do paraíso das narinas. O cheiro de esterco sumiu, sendo substituído por um aroma que é famoso há centenas de anos, provavelmente mais. Além de seu uso na indústria de perfumes, dizem que é um afrodisíaco, um remédio homeopático e um excelente condimento para comida.


E é um item de colecionador, pois o âmbar cinzento é escasso. Nenhuma outra baleia além da cachalote o produz, e quando a baleia o regurgita, é em algum lugar no meio do oceano. Poucos anos depois, é a vez de alguém encontrar um pedaço do âmbar, de primeira categoria, em algum ponto de uma praia. O que o torna extremamente valioso, mas não como já foi um dia. Os químicos fizeram uma réplica sintética de algumas características do âmbar cinzento, tornando-o um componente menos necessário nos perfumes. Mas ainda é valioso por ser raro, e certamente os fabricantes de perfume ainda insistem nele. Em alguns países, incluindo os Estados Unidos, as leis sobre as espécies ameaçadas tornam ilegal a compra ou venda do âmbar. Claro que isso apenas o torna mais desejável em certos círculos. Experts dizem que atualmente o grama do âmbar cinzento custa de US$10 a US$20, dependendo da sua qualidade. Mas questões legais podem dificultar sua venda, dependendo de onde o âmbar cinzento aparece.


Identificar o âmbar cinzento é a parte complicada. Na maioria das vezes, quando as pessoas consultam um especialista para analisar um pedaço de uma substância cerosa encontrada na praia, certos de que tiraram a sorte grande, descobrem que acabaram levando cera, rocha ou restos petrificados de um animal.


O âmbar cinzento é branco, cinza, preto ou das três cores. Tem uma dura textura cerosa e um agradável cheiro incomum. Além disso, não há muito mais o que dizer. Mas existem alguns testes que podem ser feitos em casa para descobrir se você deve levar a tal substância cerosa para um especialista.



Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br

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