Vidrarias de Paredes Finas. Por quê?

Autor: Júlio Carlos Afonso

Veja bem o texto da figura. A explicação para tal fato reside em duas propriedades: o tipo de vidro usado na fabricação (alcalino, neutro, pyrex ou borosilicato) e o seu coeficiente de expansão térmica. Elas impactam o ponto-chave nesta discussão: a espessura da parede de vidro da peça.


Como na grande maioria dos materiais, o vidro expande quando é aquecido. Quando uma parede de vidro espessa é imersa em água quente, a parte externa (superfície) se aquece mais depressa pelo contato direto com a fonte de calor. Porém, a região interna se aquece mais lentamente pelo fato de o vidro ser mau condutor de calor. Face à espessura da parede de vidro, leva-se algum tempo até que a parte interna se aqueça como a superfície. Essa distribuição desigual de calor ao longo da espessura do vidro faz com que a região superficial se expanda primeiramente. Como a região interna não se aquece na mesma proporção nos instantes iniciais, ela se expande menos, gerando com isso uma grande tensão ao longo da espessura do vidro. Se você for azarado, a consequência mais dramática desse fenômeno é a ruptura (quebra) da peça de vidro, quando a tensão supera a resistência do tipo de vidro com que foi feita a peça!

 

No caso da parede de vidro fina, como as duas superfícies são bem próximas uma da outra, a tensão é bem menor, dificultando a ruptura da peça (mas nada disso adianta quando um desastrado manipula as vidrarias...)

Fonte: Esta publicação é da excelente página do Facebook "Química Analítica Qualitativa Inorgânica UFRJ" (https://www.facebook.com/QualitativaInorgUfrj/)

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