Somos Quimicamente feitos de Material Estelar

O ciclo de vida de uma estrela

As estrelas são astros celestes que despertam o interesse e a imaginação da sociedade desde a Antiguidade. O nascimento delas ocorre em grandes nuvens de gás compostas por hélio e hidrogênio, chamadas de nebulosas. As moléculas são atraídas umas pelas outras e ficam próximas em função da força gravitacional, isto faz com que a nebulosa diminua de tamanho, contraindo-se. Esta contração dos gases faz com que o calor aumente cada vez mais, chegando a uma temperatura alta o suficiente para que esta grande bola de gás comece a emitir luz e o hidrogênio comece a queimar. Este processo é chamado de fusão nuclear e libera muita energia, o que caracteriza o início da vida de uma estrela. Durante esta fusão, os átomos de hidrogênio unem-se e dão origem ao hélio, que após sua queima dá origem ao lítio, e assim por diante, gerando mais elementos. Este processo aumenta a temperatura da estrela devido ao consumo de combustível, fazendo com que ela sofra uma expansão, passando a ser chamada de Gigante Vermelha. Após esta fase, a estrela começa a diminuir de tamanho devido à força gravitacional. 

O tempo de vida de uma estrela depende de sua massa. Uma estrela com massa de cem vezes a do Sol pode gastar seu combustível em um milhão de anos. Enquanto estrelas dez vezes menores que o Sol podem viver até trilhões de anos. Esta queima produz elementos pesados, então a sua vida termina apenas quando passa a produzir ferro (o que consome energia), a partir disso, ela diminui de tamanho rapidamente e resfria, transformando-se em ferro apenas. Devido a essa contração, as partículas antes presentes na superfície da estrela vão em alta velocidade em direção ao centro, chocando-se com o núcleo e sendo ejetadas para o espaço, gerando mais elementos pesados. Este fenômeno chama-se supernova. Os gases liberados neste processo se espalham por todo o espaço interestelar e dão origem a uma nova nebulosa no espaço, de onde poderá surgir uma nova estrela. Se a massa da estrela for pequena (um terço do Sol aproximadamente) ela virará uma estrela de nêutrons. Quando maior, se transformará em um buraco negro. Uma maior concentração de elementos químicos pesados em estrelas jovens com relação às estrelas velhas evidencia que muitos ciclos já ocorreram em nossa Galáxia desde a sua formação.

Somos feitos de poeira estelar 

150 mil estrelas foram monitoradas por cientistas que concluíram que os seres humanos e a nossa Galáxia têm 97% do mesmo tipo de átomos. Também foi observado que os elementos da vida (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre) são mais prevalecentes no centro da galáxia. O método utilizado nesta análise foi a espectroscopia. Cada um dos elementos emite ondas de luz de diferentes comprimentos, assim, os pesquisadores puderam medir trechos de brilho e escuridão nos espectros de luz para determinar a composição de cada estrela. O espectrógrafo utilizado neste processo foi o Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), que fica no estado norte-americano do Novo México. 

No início dos anos 80, o astrônomo Carl Sagan afirmou que “somos feitos de matéria estelar”, isto resume o fato de que os átomos presentes em nosso corpo, em animais e em outros elementos pesados foram gerados em estrelas a mais de 4,5 bilhões de anos atrás. Toda matéria orgânica que possui carbono foi gerada originalmente no espaço. Este material teria chegado à Terra devido às explosões estelares que espalham poeira e gás por todo o espaço. Este mapeamento torna possível ver onde e quando a vida começou a ter os elementos necessários para se desenvolver na galáxia. 

“A vida é apenas um vislumbre passageiro das maravilhas que existem no Universo”, Carl Sagan.

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