Albert Einstein no Brasil
Este texto (adaptado) foi publicado originalmente na excelente página do Facebook "Química Analítica Qualitativa Inorgânica UFRJ" (https://www.facebook.com/QualitativaInorgUfrj/)

Em 1925, um gênio do século XX, Albert Einstein (1879-1955) visitou o Brasil, durante uma viagem à América do Sul (além do Brasil, Argentina e Uruguai). Na ida a Buenos Aires, ele aportou no Rio de Janeiro em 21 de março de 1925, ficando pouco tempo, mas foi recebido por jornalistas, cientistas e membros da comunidade judaica. Visitou o Jardim Botânico. 

Na volta de Montevidéu, desembarcou novamente no Rio em 4 de maio. Nos dias seguintes percorreu vários pontos turísticos da cidade, incluindo o Pão de Açúcar, o Corcovado (sem a estátua) e a Floresta da Tijuca. Em 6 de maio, visitou o então presidente da república, Artur Bernardes, além de alguns ministros.

Seu programa turístico-científico no Brasil incluiu diversas visitas a instituições, como o Museu Nacional do Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Ciências e o Instituto Oswaldo Cruz, e duas conferências: uma no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e a outra na Escola Politécnica do Largo de São Francisco, atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Através da rádio Sociedade, Einstein proferiu em alemão uma mensagem à população, que foi traduzida pelo químico Mário Saraiva. Einstein destacou a importância dos meios radiofônicos para a difusão da cultura e do aprendizado científico, desde que sejam utilizados e preservados por profissionais qualificados.

Einstein deixou o Rio em 12 de maio. Sua visita foi amplamente divulgada pela imprensa e influenciou na luta pelo estabelecimento de pesquisa básica e para a difusão das ideias da física moderna no Brasil. Deixando o Rio, Einstein enviou, do navio, uma carta ao Comitê Nobel. Nesta carta, sugeria o nome do marechal Cândido Rondon (1866-1958) para o Nobel da Paz. Einstein teria se impressionado com o que soube acerca das atividades de Rondon em relação à integração de tribos indígenas ao homem civilizado, sem o uso de armas ou algo do tipo.

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