Chuva de diamantes

Você sabia que neste exato momento pode estar ocorrendo uma chuva de diamantes? Mas, calma! Não adianta ficar animado(a) e começar a arrumar as malas pois esse fenômeno não acontece por aqui, mas sim nos gigantes gasosos do Sistema Solar: Júpiter e Saturno. Pelo menos é o que garantiram dois cientistas estadunidenses durante uma reunião da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana.

Júpiter e Saturno. Bora lá? Estas figuras foram retiradas, respectivamente, dos sites www.ccvalg.pt e www.apolo11.com

A dupla - Mona Delitsky e Kevin Baines - se baseou em observações realizadas pela sonda Cassini, da NASA, sobre estimativas de temperatura e pressão naqueles planetas, bem como em informações sobre o comportamento do carbono, que é o elemento formador dos diamantes.

Alguns indicadores mostram que o carbono em sua forma cristalizada é abundante na atmosfera desses planetas. Mona e Kevin acreditam que poderosos raios que cortam as camadas mais altas das atmosferas de Júpiter e Saturno "quebram" as moléculas de metano (CH4), liberando os átomos de carbono. Estes, por sua vez, agrupam-se e formam uma espécie de fuligem.

 

À medida que essa fuligem começa a cair, ela passa a ser submetida a pressão e temperatura cada vez mais elevadas, dando origem a pedaços de grafite e, em seguida, a diamantes. Segundo Kevin, os maiores diamantes teriam um centímetro de diâmetro: "Seria um diamante grande o suficiente para colocar em um anel". Expostos a temperaturas extremamente elevadas, os diamantes derreteriam, formando um "oceano" desse material.

 

Entretanto, a polêmica ideia é alvo de duras críticas de outros especialistas. Segundo David Stevenson, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a dupla não levou em consideração princípios básicos da termodinâmica: "Mesmo que a fuligem se formasse, ela simplesmente se dissolveria rapidamente à medida que afundasse no interior dos planetas", destacou ele em entrevista ao site da revista "Nature". Opinião semelhante tem Nadine Nettelmann, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz: "Baines e Delitsky consideraram os dados para carbono puro no lugar de uma mistura de carbono, hidrogênio e hélio. Não podemos excluir o cenário proposto, mas simplesmente não temos dados sobre as misturas nos planetas. Assim, não sabemos se a formação de diamantes realmente ocorre".

Esta figura foi retirada do site www.videohive.net

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